Escrevendo um livro com o Bibisco!

Em 28.09.2016   Arquivado em indicação

Quem sente vontade de escrever um livro e começou a transferir as ideias para o papel (ou para o computador) sabe que essa não é uma tarefa fácil. Aparentemente pode até ser! A inspiração chega, nós pensamos sobre aquilo que queremos falar, moldes de personagens vem à cabeça e às vezes sabemos até como a trama vai terminar, mas quando iniciamos o processo da escrita percebemos que existem uma infinidade de detalhes que precisam ser lapidados.

São muitas questões a serem trabalhadas, de verdade, e se o processo não for bem organizado, o andamento do projeto não será satisfatório. Infelizmente, isso pode prejudicar a qualidade da história que estamos desenvolvendo. Esse é um dos motivos que me fez urrar quando minha amiga me mostrou o Bibisco, um programa criado para nos ajudar a escrever nossos livros. Na plataforma você pode organizar todos os elementos necessários para compôr uma boa história, e o programa também te dá algumas dicas para tornar seu trabalho ainda melhor.

Na barra superior nós encontramos as seguintes opções: projeto, arquitetura, personagens, locais, capítulos, análise, exportar, configurações, informações e leituras sugeridas. Cada uma delas trabalha detalhe por detalhe do livro. Em arquitetura, por exemplo, organizamos a cronologia dos eventos que vão se desenrolar no livro e descrevemos, também, o cenário/contexto em que a história está ambientada (essa outra parte será ainda mais trabalhada em “locais“).

As partes que mais gostei, até agora, foram personagens e análise. Em “personagens” podemos conhecer nossas criações ainda melhor, isso porque o Bibisco nos instiga a responder uma série de perguntas sobre elas. A ficha que somos orientados a responder começa com as informações básicas (nome, sobrenome, idade, características físicas…), indo até comportamento, psicologia, ideias das personagens e o principal: como elas evoluem ao longo da trama.

Já “análise” faz com que pensemos nos aspectos físicos do projeto. Tamanho dos capítulos, observar as partes em que cada personagem aparece, listar a aparição das personagens em uma linha cronológica, dar uma olhada nos pontos de vista que surgem nos capítulos e muitas outras coisas que fiquei embasbacada ao encontrar ali. Não tinha nem pensado em algumas que eu, como projeto de escritora, não deveria deixar de lado.

O Bibisco é um programa portátil. Você faz download dele no site oficial, mas não precisa instalá-lo no computador. É só dezipar a pastinha e clicar em “Bibisco” (tipo de arquivo: aplicativo) pra começar a organizar e escrever seu livro. Sabe a melhor parte? Sendo um programa portátil, basta upar a pastinha em uma nuvem ou copiá-la em um pen drive para conseguir acessar o conteúdo dos seus projetos em outros dispositivos.

Ele é gratuito. Você não desembolsa nada para usufruir (diferente de outros programas com propostas semelhantes), mas é bom apontar que os criadores aceitam doações, caso você queira contribuir financeiramente. De verdade? Considerando todo o trabalho que eles tiveram e a ajuda proporcionada, doações são mais do que merecidas.

Você pode fazer download do Bibisco clicando aqui.

E aí, bora organizar as ideias dos nossos livros? Eu tô indo lá começar o meu!

Obrigada, Dry, por ter me apresentado essa boniteza toda <3

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Kisa,

Em 12.09.2016   Arquivado em Lembranças

Você nasceu destinada a fazer parte da nossa família.

Era tarde de algum dia de março quando vi sua foto no facebook. Você, toda rechonchudinha, posava no meio de suas duas irmãs como se fosse a líder daquele trio. Aquela era a foto que anunciava a adoção das três filhotinhas e minha mãe, sua avó, se encantou por seu charminho assim que a viu ali. Foi por você que perguntei quando entrei em contato para saber mais sobre como poderia adotá-la, mas veja, Kisa, alguém tinha chegado antes. Você estava reservada para outra pessoa.

Eu agradeço aos céus por ter sido assim, filha. Caso tivéssemos te buscado ainda em abril, hoje você não seria Kisa e sim Nana, e a Nana de hoje, sua irmã, provavelmente não estaria aqui com a gente. Mas é como disse lá em cima: você nasceu destinada a fazer parte da nossa família. Quando é pra ser, não tem nada nem ninguém que mude isso. A pessoa que tinha pedido pra te adotar nunca apareceu e se eu pudesse dizer uma coisa a ela hoje, Kisa, seria um muito obrigada do tamanho do mundo. Muito obrigada mesmo! Sou grata demais por ela não ter aparecido. Assim eu pude te trazer pra casa também, quase um mês depois da chegada de Nana, e a nossa família ficou ainda mais completa. Eu, meus pais e vocês duas, as peludinhas mais lindas que poderíamos ter encontrado.

O primeiro dia foi complicado, eu sei. Vi nos seus olhos arregalados e no quanto queria ficar escondida embaixo da cama, longe de todos nós. Foram coisas demais pra uma gatinha só, tudo da noite pro dia. Mudança de ambiente, a presença de três humanos estranhos doidos pra te dar carinho, uma gatinha que só queria saber de te encurralar e fazer cara feia quando você se aproximava demais. Você estava assustada. Muito, por sinal. Até que cansou de levar patada daquela baixinha atrevida e partiu pra cima, as duas rolando no chão, uma grudada na outra. Separamos. Bronqueamos as duas. Vocês são irmãs! Apesar da diferença gritante de tamanho — seus pelos longos e os dela curtos, você rechonchuda e ela magrela, ela com cara de dois meses e você com jeito de seis –, são irmãs da mesma ninhada, tinham mais é que voltar a ser amigas!!!!

E você tentou. Depois dos desentendimentos iniciais, você tentou chegar perto, deitar do lado, demonstrar carinho com lambidinhas no topo da cabeça. Foi uma das cenas mais lindas que vi até hoje, Kisa, meu coração ficou derretido! Claro que Nana acabou com toda a magia mostrando as unhas e fazendo cara feia, ela ainda não tinha se deixado cativar pelo seu jeitinho, mas ali, naquele dia, vi o quanto você é carinhosa e como queria ser aceita.

Por sorte, não demorou pra baixinha dar o braço a torcer. No dia seguinte vocês estavam rolando pelo chão de novo, mas dessa vez já era sinal de brincadeira. Logo passaram a dormir juntas, uma embolada na outra — mal dá pra saber onde termina Kisa e começa Nana –, e a correr pela casa brincando de pega-pega — muitas vezes acabam me pisoteando, mas fazer o quê?!

Com a gente a integração foi mais demorada. Você não gosta de colo. Se retrai inteira quando nos aproximamos pra fazer carinho e na primeira oportunidade corre pra escapar das nossas mãos. À noite, porém, vem ligeira pras nossas camas pronta pra dormir no calor dos cobertores. Quando quer chamego, começa a nos cercar, miando arrastadinho. Kisa, o seu miado é a coisa mais linda do mundo! Baixo, rouco e fino também. A vontade é de te abraçar e apertar muito, muito, muito nessas horas, mas você fica assustada com demonstrações efusivas de afeto, então só acaricio sua cabeça e coço sua barriga quando você se joga no colchão. E você miiiiia, menina, quase como quem pede “continua, mãe!”. Vou continuar sempre que você quiser.

É amor demais, sabe? Amo os pelos arrepiados embaixo das suas orelhas. Amo ver o quanto você gosta daquela ração com molho. Amo quando você se aproxima por conta própria. Amo te ver brincar com aquele porco (nunca fiquei tão feliz por ver algo meu sendo destruído). Amo ouvir seus miados. Amo o quanto você ama Nana, e amo acompanhar o carinho que uma demonstra ter pela outra.

É amor demais por você, Kikinha.

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