Entre risadas, livros e cafés

Em 12.02.2017   Arquivado em Lembranças

As vezes eu esqueço que o PD,N! é mais do que um espaço reservado para resenhas literárias. Por mais que meu foco aqui seja este, o blog é, também, um cantinho onde posso escrever sobre o que bem entender. Desabafos, looks do dia, a vida enquanto estudante de jornalismo, viagens e, por que não, meu dia-a-dia também.

Existem coisas que valem muito a pena serem lembradas. Como não tenho o costume de escrever um diário (embora um dos meus projetos para 2017 seja começar um journal), ficam aqui alguns registros que quero guardar em todos os formatos: fotografia e texto!

O passeio Firula’s/Leparole tá se tornando um costume entre eu, Lari e Dora. Se você está lendo isso e não é de Campo Grande provavelmente não sabe do que estou falando (no máximo entendeu que Firula’s seja uma cafeteria, por conta da foto acima), então vamos lá. Firula’s é, de fato, um café aqui da cidade e logo ao lado dele está a livraria Leparole. É muito gostoso lanchar no primeiro e depois se aventurar entre as estantes do segundo estabelecimento, mas mais do que isso, é divertido e leve fazer essas coisas na companhia dessas mocinhas que aparecem nas fotos.

Essa foi a primeira vez que fizemos esse programa as três juntas e considero um dos momentos mais gostosos que tive até agora em 2017. Estamos em fevereiro e o ano tem provado que não está pra brincadeira, mas dias como esse que passei com elas estão mostrando que coisas boas também se fazem presente!! Essa sensação não tem preço!

Uma das minhas maiores vontades de escrever posts assim é conseguir guardar, de alguma forma, todos os detalhes possíveis desses momentos bons. Essa foto aí de cima foi o pontapé inicial porque, veja bem, eu claramente estava levando uma bronca dessas duas (mesmo que uma bronca de brincadeira hahahaha). Perguntem se eu lembro o motivo da bronquinha? Não lembro! Então, para não perder essas coisas da memória, quero escrever mais sobre esses dias e deixar tudo bem guardadinho na memória, na escrita, na fotografia e no coração, como eles merecem serem guardados!

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A Elite (Kiera Cass)

Em 07.02.2017   Arquivado em Livros

A Elite é o segundo livro da trilogia A Seleção.
O primeiro livro já foi resenhado no PD,N! e você pode conferir aqui.

Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda, ela sente que é nele que está o seu conforto. Porém, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

Uma breve palinha sobre a história geral antes de começarmos a resenha pra valer: A Seleção é um programa que reúne 35 garotas de toda Illéa. As meninas são encaminhadas para o palácio onde vive a família real, e é lá que vão ficar hospedadas por tempo indeterminado. O motivo disso tudo é bem simples: o príncipe vai escolher uma delas para se tornar sua esposa, e, consequentemente, futura rainha da sociedade em que vivem.

Muito aconteceu desde que America chegou ao palácio. Além de entrar em contato direto com a família real, tornou-se a garota mais próxima do príncipe Maxon e, de quebra, começou a conviver no mesmo espaço que seu amor de infância, Aspen Ledger, um dos novos guardas contratados para proteger a morada da família real. Se isso não fosse suficiente pra bagunçar seus sentimentos, ela e as outras garotas viveram na pele as consequências dos ataques causados pelos rebeldes (grupos que tem algo contra o governo).

Em A Elite todos esses pontos ficam ainda mais intensos. Quando America parece tomar uma decisão sobre sua vida amorosa, coisas acontecem e todas as certezas que tinha anteriormente escorrem pelo ralo, e nós, leitores, meio que ficamos sem saber pra qual lado devemos torcer. Maxon ou Aspen? Um se distancia, enquanto o outro parece disposto a provar tudo o que disse a America em outras oportunidades.

Só acho que formaríamos um bom “nós”. (P. 25)

Ainda que a questão amorosa seja sim o foco principal de toda a trama, n’A Elite conseguimos ver o quanto America cresceu enquanto personagem. Ela é aquela garota que coloca os seus princípios e as pessoas que ama acima das regras, e vemos isso muito bem na parte das chicotadas (quem será que leva?) ou quando está cumprindo uma das principais tarefas d’A Seleção. Alguns apoiam e torcem para que suas atitudes façam dela a próxima rainha, outros tem a opinião contrária e talvez esses outros sejam influentes o suficiente para colocar tudo a perder para America. Mas será que é interessante pra ela ser a escolhida, afinal? Digamos que ela encontra a resposta nesse livro aqui.

— De vez em quando, fico pensando sobre como a Seleção fez você mudar. Você está rodeada de cuidados, e tudo é tão maravilhoso. Pergunto-me se você é a mesma America. Sua atitude me mostrou que você é, que eles ainda não ganharam você. (P. 66)

A Elite foi diferente d’A Seleção pra mim em dois pontos. Primeiro: não li em menos de 24h. Segundo, e muito mais importante: gostei bem, bem, bem mais. Aquilo que pensei no livro anterior provou ser verdade. Nós, leitores, não conhecemos à fundo a estrutura da sociedade e seus problemas lá no início porque a própria America não tem uma noção real do que acontece. Vamos descobrindo as coisas conforme ela vai captando as mensagens, e Maxon, mesmo sem ter consciência disso, ajuda muito a menina nessa parte. Ele paga o preço por isso? Com certeza (uepaaaa!).

A Elite também me deixou com palpites para A Escolha. Aqui no segundo livro o palácio sofreu mais ataques dos grupos rebeldes, e por várias vezes me peguei pensando nisso. O palácio é onde moram as pessoas mais importantes de Illea: a família real. Aquele lugar deveria ser, então, uma verdadeira fortaleza no quesito segurança. Não consigo conceber, simplesmente não cabe em mim, cooooomo um bando de gente que passa por uma série de necessidades tem a capacidade de invadir um espaço como aquele. Não dá. Não compreendo. Sendo assim, só chego a uma conclusão: tem gente dentro do palácio facilitando pra essa galera aí. Mas quem???? No idea. Nem sei se tem um traíra na jogada, na verdade, mas espero que tenha porque só isso explica tanto ataque relativamente seguido.

Também continuei me incomodando com o envolvimento de um único rapaz com várias garotas. A Seleção é a (única) oportunidade que Maxon tem para encontrar alguém que ame de verdade — ou pelo menos alguém com quem possa ser feliz e agrade os seus súditos –, mas sair passeando de mão em mão como se tivesse várias namoradas em um momento só me deixa bem ARGH, ACABA LOGO COM ISSO. Enfim. Vamos ver como as coisas vão se desenrolar no último livro dessa fase (boatos que já estou na metade, então em breve resenha onde vou me sentir ok pra falar tudo que tá entalado e eu morrendo de medo de soltar spoiler hahahaha).

Por fim, quero agradecer a Livraria Leparole por sempre abrir suas portas para fotografarmos lá, e a Dora por ter me ajudado com as fotos desse post ❤

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