O caderninho de desafios de Dash&Lily (David Levithan e Rachel Cohn)

Em 21.03.2017   Arquivado em Livros

O caderninho de desafios de Dash&Lily: Palavras. Às vezes elas podem ser armadilhas, armas, armaduras. Outras, armistício. Sim, nesse jogo de prefixos e sufixos, elas iluminam e enlevam. E, no caso de Dash&Lily, se tornam cupidos, cúmplices, culpadas. Ou, simplesmente, matéria de sonho. Neste conto de fadas moderno, um caderninho vermelho busca um lobo hostil e, na aventura do encontro, os dois vagueiam pela floresta dos significados profundos e do amor verdadeiro, com a ajuda dos mais suspeitos coadjuvantes.

É 21 de dezembro e tudo indica que Lily terá o pior Natal de sua vida. Os pais viajaram para viver uma lua-de-mel atrasada, o avô colocou o pé na estrada rumo à Flórida para visitar a namorada e o irmão mais velho, Langston, aproveitou a ausência dos mais velhos para convidar o namorado a passar a semana com ele, dedicando ao boy toda a sua atenção. Ou seja? Lily estava sem a família e como se considerava a esquisita da turma, também não tinha amigos no feriado mais importante do ano.

“Sou a única pessoa que se dá bem com todo mundo, no sentido de não ser amiga de ninguém.” — pág. 68

Vendo a situação da irmã, Langston concluiu que Lily precisava de um namorado. Isso, um companheiro!, alguém com quem ela pudesse partilhar momentos tão bons quanto o que ele estava vivendo! Mas a menina de 16 anos nunca se apaixonou e considerando seu status social entre os jovens da sua idade, isso não aconteceria da noite para o dia. Veio, então, a ideia do desafio. Langston pegou um moleskine vermelho e pediu para que Lily escrevesse ali uma série de enigmas, para que ficasse com a letra dela, claro. Quando algumas páginas do caderninho estavam preenchidas, deixou o objeto em uma das estantes da livraria Stand — uma estante composta por livros que Lily gostava. Apenas alguém como ela encontraria o moleskine ali.

Quem encontra o caderno de desafios é Dash, que, claro, comprou cada proposta ali colocada. Só que depois de encontrar todas as palavras que precisava, descoberto a mensagem e até passado um pouco de vergonha no processo, decidiu que não seria o único desafiado daquela história.

“Ninguém nunca é quem você quer que a pessoa seja.” — pág. 130

É assim que Lily e Dash começam a se comunicar. Ambos escrevem desafios no moleskine vermelho e deixam o caderno no local instruído na mensagem anterior. Tudo parece ok e divertido e diferente e maneiro e cheio de adrenalina, até que… um deles meio que coloca aquela conexão a perder em uma certa boate. É assim que o jogo acaba?! Vai ter que ler pra descobrir.

“As pessoas importantes em nossas vidas deixam marcas. Elas podem ficar ou não no plano físico, mas existem para sempre no nosso coração, porque ajudaram a formá-lo. Não dá para esquecer isso.”

Os capítulos são intercalados. Ora Dash narra, ora é Lily e todos mostram a visão dos dois sobre os dias que estão vivendo. A história d’O caderninho de desafios de Dash&Lily gira entre 21 de dezembro e 1 de janeiro, mostrando como foi a semana do Natal de cada um — como se sentiam diante da novidade pela qual estavam passando um com o outro e, também, o que estava acontecendo além do moleskine vermelho.

“É disso que gosto nos esportes. Não importa se todo mundo que participa do jogo fala línguas diferentes. No campo, na quadra, onde quer que estejam jogando, a linguagem de movimentos e passes e gols é sempre a mesma. Universal.” — pág. 108

Achei o livro apaixonante do começo ao fim ❤ No início não sabia se gostava de Dash porque ele me pareceu muito esses pseudo-cults que querem parecer inteligentes e isso me irrita um bocado, mas o menino foi me conquistando ao longo das páginas. Lily, por outro lado, me cativou desde o seu primeiro capítulo. Fiquei bastante chateada com a forma como ela é tratada dentro de casa (é uma superproteção tão grande que!!! Chega ser!! Sufocante!!!!) então torci o tempo todo para que ela tivesse oportunidades pra viver e aproveitar bastante com aquelas experiências que os desafios estavam proporcionando (direta e indiretamente), e de todas as personagens no livro, senti que ela foi quem mais cresceu. Muito fofa!!

“Foi assim que Escandalily nasceu, de pessoas se esforçando tanto para me “proteger”.” (pág. 74)

Tenho que admitir: o final não me agradou completamente (mesmo motivo que me fez revirar os olhos pra Will&Will e Outro dia, que também foram escritos por David Levithan, veja bem), mas soltei um belo berro (aposto que você deve ter escutado da sua casa! Gritei alto!!!) quando fiquei sabendo que existe uma continuação para O caderninho de desafios de Dash&Lily, o The Twelve Days of Dash&Lily! A notícia chata é que ele ainda não foi traduzido e até onde sei, nem tem previsão para. Galera Record, vocês poderiam trazer esse título pra gente logo, né? Ficarei muito, muito, muito feliz ❤

Não tenham dúvidas: recomendo demais essa leitura ❤

Páginas: 255 | Editora: Galera Record

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  • Paty

    Em 21.03.2017

    NÃO SABIA QUE TINHA CONTINUAÇÃO, MDS, VOU MORRER!

    Esse livro é muito fofo, cara <3. Eu me apaixonei no momento em que li a sinopse, haha.

  • POR DEUS, Nicolle!

    Em 21.03.2017

    PATY, TEEEEEEEM! Também fiquei LOUCA, já quero! JNDFGJDFNJGDNF É uma gracinha, né??? ;-; Eu amei muito <3

  • Ane Carol

    Em 21.03.2017

    Já li alguns livros do David e achei incrível a sua forma de escrita. Esse livro está na minha lista de desejados vi o filme e achei bem legal a proposta, mas fiquei feliz de saber antes de começar a ler que tem continuação sem previsão de lançamento. Vou aguardar =)

  • POR DEUS, Nicolle!

    Em 21.03.2017

    Tem filme, Ane? o_o Essa eu não sabiaaaaaaa

  • Beatriz Cavalcante

    Em 21.03.2017

    Eu amo os livros do David e esse foi muito gostosinho de ler. Não é meu preferido e eu não gostei de várias coisas mas sei lá, foi legal ter lido. Agora eu vi que tem o filme no netflix e to querendo assistir para ver se está mais legal ou mudou alguma coisa. 😀

    Beijos!

  • POR DEUS, Nicolle!

    Em 21.03.2017

    Cara, que filme é esse???? Tô doida aqui procurando desde o comentário da Ane e não encontro nada aaaaaaaaaaaa

  • Maria Cecília

    Em 21.03.2017

    Que livro lindo! apaixonei pelas cores que contem nele, achei a edição bem linda mesmo! fiquei super encantada para lê-lo. Edição M-A-R-A-V-I-L-I-N-D-A.
    Abraços;**
    http://FebredeLivro

  • Gisele

    Em 21.03.2017

    Olá,
    A capa, as cores e suas fotos me chamaram a atenção. Mas desde que assisti o filme Naomy & Ely e A Lista do Não Beijo no Netflix minhas expectativas foram no chão (até comentei no meu blog). Agora até quero ler os livros dele, mas não sai mais prioridades. Ainda assim, mediante sua resenha eu daria uma chance ao enredo.
    Este seria o tipo de livro que compraria pela capa rsrs.
    Beijos
    Resenha de Peça-Me o Que Quiser

  • Carolina Gama

    Em 21.03.2017

    Que capa mais linda! Ameiiiiii! Gostei muito da resenha e com certeza vou buscar novas opiniões. Beijos e sucesso!