Vamos adotar os filhotinhos da Momo?

Em 01.09.2017   Arquivado em Lembranças

Quatro gatinhos vieram ao mundo no dia 31 de agosto, quinta-feira.

Ela vivia na rua quando apareceu no condomínio onde moro. Toda noite escutávamos um miadinho fino, alto e agudo, um som que beirava o desespero. Quando saíamos pra ver o que estava acontecendo, não encontrávamos gato nenhum. Até que um dia ela resolveu dar as caras. Inicialmente ficava só em cima do muro, descia apenas quando colocávamos ração em um potinho e, meu Deus, eu nunca vou esquecer da primeira vez que vi essa peludinha comendo. Ela não respirava. Engolia os grãos quase sem mastigar direito como se a vida dependesse disso, e esse não era o único sinal de que tava sofrendo de fome. As costelas se destacavam naquele corpinho pequeno e magrelo.

As visitas da gatinha passaram a ser frequentes e então ela ganhou nome: Momo. Quando viu que estava segura com a gente, se mostrou dócil, fácil de pegar no colo e sim, extremamente carinhosa, aquela que se apoia em você e dorme por horas a fio. Mas Nana, Kisa e Mimi (as minhas gatas) não aprovavam a presença da recém chegada. A própria Momo sentia que não era bem-vinda entre as outras três. Quando não estava na cama sob a proteção da minha mãe, ficava encolhida em um canto da cozinha com medo de apanhar.

Infelizmente Momo não se adaptou à nossa casa, mas o condomínio onde estamos conta com outras residências e as moradoras de uma delas acolheram a siamesa. Até ontem, 31 de agosto, Momo era a única gata lá. Hoje, contando com ela, são cinco gatinhos.


Momo ficou barrigudinha. As coisas aconteceram tão rápido que eu sequer a vi grávida — hoje só escutei os gritos das vizinhas que vieram bater aqui em casa desesperadas, porque elas não estavam entendendo o que tava acontecendo com a gata. A nossa siamesa tava em trabalho de parto, afinal ❤ Esse das fotos acima foi o primeiro nenê! Já chegou esfomeado, como podem ver. Enquanto os outros (que vocês vão ver já já!) pareciam mais perdidos do que cego em tiroteio titubeando dentro da caixa de papelão, o cinza fazia o possível pra não parar de mamar (será virginiano com ascendente em touro?! hahahah)


Na sequência: dois branquinhos em uma tacada só ❤ É incrível como eles parecem muitas coisas quando acabam de sair da barriga, e “gato” não é uma delas. Ainda assim, achei a coisa mais linda do mundo *-* Foi emocionante ver esses bichinhos saindo de dentro da mamãe deles (será que chorei?).


Aí foi a vez do meu sinal de sorte chegar *-* Toda a vida desejei ter uma gatinha preta. Quando minha mãe comentou que a Momo tava esperando bebê, voltei a tocar na tecla da gata preta e que se um dos filhotinhos fosse, seria meu. Só que nos achávamos que a possibilidade disso acontecer era quase inexistente! Momo é siamesa e o gato que provavelmente é o pai, um que fica rondando o condomínio direto, é vira-lata, meio rajado. Quais as chances de vir um todo preto? Pois veio. Foi o último a chegar, a rapinha do tacho ❤

Momo foi maravilhosa! Tudo aconteceu de forma bem tranquila, cerca de 15 minutos separando a chegada de um e outro (exceto dos branquinhos, que vieram juntos). Eu acho incrível como instinto é uma coisa poderosa e eles simplesmente sabem o que fazer em situações que nunca viveram antes. Tá sendo lindo ver como ela cuida dos quatro ❤

Por enquanto não sabemos quem é fêmea e quem é macho, e eles não podem ser levados pra outro lugar até segunda ordem (precisam receber muitos cuidados dessa mamãe fofa antes de ganharem uma nova casinha), mas se alguém daqui de Campo Grande (MS) já tiver interesse em chamar um desses peludinhos de seu, é só comentar e a gente conversa!

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Doces Viajantes: Primeira meta para o intercâmbio

Em 30.08.2017   Arquivado em Doces Viajantes, Viagens

Semana passada publiquei aqui no PD,N! um  dos momentos mais intensos que vivi em 2017 e de quebra apresentei para vocês o projeto que tá deixando os meus dias mais docinhos. Criei em julho deste ano o instagram Doces Viajantes (@_docesviajantes) com a intenção de compartilhar com a internet a minha saga de juntar dinheiro para terminar de pagar uma viagem. Eu tinha um mês para conseguir levantar 250 reais e tentei alcançar este objetivo vendendo brigadeiros a 1 real. Pois viajei, voltei e coloquei na cabeça que o Doces Viajantes não ia ficar apenas na ida para Juiz de Fora, cidade que visitei. Vou continuar vendendo brigadeiros, agora com a intenção de economizar o suficiente para fazer um intercâmbio.

Diferente do que aconteceu com Juiz de Fora, essa viagem não tem prazo pra acontecer. Também pudera, né? Bancar um intercâmbio não é uma tarefa simples, especialmente pra quem não tem nenhum dinheiro guardado, que é o meu caso. Estou começando do zero. Literalmente do zero. Tão do zero que sequer sei para onde vou (embora tenha sim os meus sonhos, mas esse assunto é pauta pra outro post da série hahaha)! A única coisa que tenho em mente, no momento, é que vou fazer isso por partes e a minha intenção hoje é falar qual será a minha primeira meta para realizar essa vontade que me acompanha há anos.

(Foto: Ana Flávia Cador)

Meu primeiro investimento com a venda dos brigadeiros é fazer um dos documentos que vai possibilitar a minha viagem. Pois é, pessoal, eu tô tão na linha de partida dessa jornada que nem passaporte tenho ainda hahahah De acordo com essa matéria publicada no G1 em fevereiro deste ano, o documento custa R$ 257,25. Isso significa que preciso vender 258 brigadeiros para chegar lá! Essa parte da corrida começa hoje mesmo, 30 de agosto de 2017. Já já estou indo para a faculdade com 25 docinhos prontos pra deixar a quarta-feira de algumas pessoas bem mais gostosa. Acredito de coração que vai dar super certo ❤

Quero agradecer a Aninha por ter me passado a foto que ela tirou de um passaporte. Muito obrigada pela ajuda!!

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