Planejando uma decoração feita à mão (parte I)

Em 28.03.2017   Arquivado em Decoração

Meu cantinho ainda não está nem um pouco parecido com o que eu queria. Desde que nos mudamos pra essa casa (daqui alguns dias completamos um ano aqui!) fico idealizando mil e uma coisas para fazer dentro do meu quarto, sendo que algumas delas são: aplicar papel de parede, encomendar móveis planejados, comprar novas roupas de cama e providenciar a pintura da mobília que vai permanecer. Convenhamos, pessoal, realizar esses passos não sai nada barato e eu cometi o erro enorme de querer começar essa mini-reforma com os itens mais caros da lista. O resultado dessa vontade é esse mesmo que você está pensando: não fiz absolutamente nada até o momento!

Como quero encontrar no meu quarto um verdadeiro home office (trabalho em casa, caso você não saiba), desejo muito ter um espaço que me inspire a tirar todos os meus projetos do papel. Para que isso aconteça, resolvi que, nos próximos meses, vou investir em itens voltados à decoração para deixar tudo mais a minha cara. Vou compartilhar agora com vocês quais itens são esses ❤

Funkos são maravilhosos e eu queria demais ter vários deles espalhados por cada centímetro do meu quarto, mas desde que conheci o trabalho da Cláudia eu tenho pensado em bonecos de biscuit com muito mais carinho. Acho artesanato uma das coisas mais maravilhosas do universo. A habilidade que algumas pessoas tem em criar roupas, objetos e demais acessórios com as próprias mãos me encanta, e eu não esqueço o que senti quando vi as peças feitas por Cláudia, no ano passado.

Fotografei a festa da filha dela e meu queixo foi no chão assim que vi os bonecos de biscuit que ela fez, das personagens da Cinderela. Já naquela época eu queria pedir para que ela fizesse Harry, Ron e Hermione pra eu decorar o quarto, mas acabei não fazendo. Tô trazendo esses plano à tona novamente e até já consigo imaginar vários personagens de Harry Potter aqui no meu cantinho.

Os quadros são outros itens que quero incluir por aqui. O Universo sabe como já rodei a internet em todos os sites brasileiros com foco nesse tipo de produto e a verdade é que acabei optando por nenhum deles. Achei as ilustrações de muitos incríveis e bem diferentes, muitas delas inclusive me agradaram bastante, mas percebi que, apesar de bonitas, as imagens não retratavam aquilo que eu queria encontrar no meu quarto.

Como estou prezando por itens de decoração feitos à mão e, consequentemente, exclusivos, sentei pra conversar com Mendi. Talvez você não saiba, mas é ela que faz todas as ilustrações do PD,N! e é uma das pessoas que mais me apoia em todos os meus projetos, então decidi que as ilustrações que vão deixar meu quarto mais bonito serão feitas por ela.  Vamos ver exatamente o que vou querer por aqui — quais personagens, frases e a quantidade — e colocaremos a mão na massa. Como sou fotógrafa e tenho desconto em uma loja de molduras aqui de Campo Grande, vou imprimir as ilustrações em papel fotográfico e providenciarei os quadros em si. O primeiro deles já está por aqui, essa Mulan linda e maravilhosa ❤

Porta trecos são necessários. É ótimo ter espaços pra organizar lápis, canetas, pincéis de maquiagem, esmaltes e todas essas coisinhas miúdas. Pretendo guardar todas essas coisas em canecas e caixinhas, e mesmo esses itens vão ser personalizados de alguma forma. As caixas vão ser de mdf, isso está certo, e serão encapadas por mim e por minha mãe com tecido e coador de café usado (tenho zero experiências com isso, mas mamãe manja de todos os paranauês e vai me ajudar, amém). Já as canecas eu estou pensando em procurar por esses modelos brancos e levar em alguma loja pra estampar mais ilustrações feitas por Mendi.

Como vocês podem ver, os planos são muitos, mas estou bem feliz por ter traçado esses objetivos pro meu quarto enquanto não tenho capital suficiente pra investir em papel de parede, móveis e todas as outras coisas citadas no início do post. Empolgada para montar essa parte da decoração do meu cantinho!!

Você pode conferir o portfólio da Mendi aqui e a Cláudia tá sempre publicando seus trabalhos no facebook.

P.S.: Semana passada falei que o próximo post seria terça, 04/04, porque tava jurando que essa semana já seria abril. Tô avariando sim hahahah o Mês a Mês ficou pra semana que vem (tô radiante de verdade por ter lembrado do projeto com tanta antecedência!!) e quinta-feira vai ter resenhaaaaaa. Aguardem!

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Fruits Basket (Natsuki Takaya)

Em 23.03.2017   Arquivado em Livros

No post de quinta passada eu disse que essa semana traria resenha e mais mangás para vocês. Terça-feira publiquei minha visão sobre O caderninho de desafios de Dash&Lily, e terminando de cumprir minha palavra, hoje venho falar sobre Fruits Basket, mangá de Natsuki Takaya. Temos aqui a história de Tohru Honda, e como seu destino se cruzou com a família Sohma (ou Souma, como é colocada na versão brasileira).

Tohru foi criada apenas por sua mãe e nós começamos a história descobrindo que a menina se tornou órfã há pouquíssimo tempo. Como ainda era menor de idade, ficou decidido que sua guarda ficaria com o avô paterno e este, muito gentilmente, pediu para que a neta encontrasse abrigo na casa de alguma amiga por uns meses, porque a casa dele passaria por uma grande reforma. Além dela, o vovô também daria morada para a outra filha e os outros netos, então o local precisava estar preparado para receber toda a família.

Temos aqui uma protagonista que não quer incomodar ninguém. Ela até pensa nas duas amigas, Uo-chan (Arisa Uotani) e Hana-chan (Saki Hanajima), mas considerando as condições que as duas vivem, preferiu não fazer o que o avô pediu e decidiu resolver as coisas por ela mesma. Qual foi a solução encontrada? Comprar uma barraca e ir morar em um terreno vazio sozinha, e sem comunicar ninguém.

É aí que Fruits Basket começa a se aproximar do que vamos ter ao longo dos 23 volumes. Tohru não imaginava que o terreno onde fincou raízes fazia parte da propriedade de uma família cheia de posses, muito menos que essa família era os Sohma! Veja bem, esse sobrenome é familiar para a menina Honda, afinal ela estuda na mesma sala que um e este menino é justamente o príncipe da escola. Yuki Sohma!

Até aqui tá parecendo mó clichezão da praça, né? A menina se muda pra um terreno aparentemente abandonado, mas é justamente a morada do garoto mais bonito da escola!! CAAAAAALMA QUE VAI MUITO ALÉM DISSO!

De fato, Yuki mora em uma casa localizada no mesmo terreno, mas ali ele também é hóspede. A residência pertence ao seu primo, Shigure Sohma, e os dois resgatam Tohru (e as suas coisas) de um deslizamento que acontece no território. Ela conta sua história pra eles e Shigure propõe que a menina more com a dupla por um tempo — não cobrariam nada pela estadia, com a condição de que ela fizesse os afazeres domésticos. Tohru concorda com a proposta, mas é Yuki quem fica com o pé atrás. É seguro uma garota morar com eles? Será que o patriarca da família vai concordar com aquilo?

As coisas estavam indo bem. Tohru tem um quarto na casa, os meninos são gentis e ela não precisou incomodar nenhuma das amigas para que aquilo acontecesse. Ela só não contava com o fato de que um terceiro garoto atravessaria o teto de seu quarto com ódio e fúria transbordando dos olhos, todas as atenções e desaforos voltados para Yuki, que ajudava Tohru a arrumar suas coisas no momento que tudo aconteceu.

Aquele era Kyo Sohma completamente disposto a acabar com a raça de Yuki. Desnorteada com a cena e querendo impedir que algo ruim acontecesse, Tohru tenta se aproximar, mas tropeça e abraça Kyo pelas costas. Quem diria que o garoto de cabeça laranja ia se transformar em um gato? Literalmente um gato?

Interrompemos a programação para informar o conto dos 12 signos chineses.

Deus falou para os animais: “Eu vos convido para a minha festa, que amanhã se realizará. Não deveis se atrasar, ou ficareis de fora”. Ao saber da notícia, o rato faceiro foi até o seu amigo, o gato, e disse a ele que a festa seria somente depois de amanhã. No dia seguinte o rato pegou carona no lobo do boi e saltou pouco antes do local da festa só para ser o primeiro a chegar. Depois vieram o boi, o tigre e todos os outros, e a festa continuou animada até a manhã seguinte, com exceção do pobre gato, que foi enganado… (Fruits Basket #1)

O choque toma conta de todos — Tohru, Yuki, Kyo — e as coisas ficam ainda piores quando uma madeira cai bem em cima da cabeça da garota (sabe o buraco que Kyo provocou ao atravessar o telhado? Então) e ela desmaia… em cima de Shigure e Yuki. Além do gato, Honda estava diante de um cachorro e um rato, também. NÃO É TODO DIA QUE A GENTE ABRAÇA MENINOS E ELES SE TRANSFORMAM EM ANIMAIS! O susto é completamente compreensível, vamos combinar!

Não tem escapatória. Transformado em cão, Shigure começa a explicar o grande segredo que toma conta da família Sohma. Sabe o conto dos 12 signos chineses que acabei de contar? Entonces. 13 membros da família Sohma são amaldiçoados e se transformam em um dos animais do conto, são eles: rato, cachorro, porco/javali, coelho, boi, dragão, serpente, macaco, tigre, carneiro, cavalo e galo, e o gato, que não faz parte dos 12 signos mas partilha da mesma maldição. A transformação acontece quando são abraçados por alguém do sexo oposto, ou quando a saúde está debilitada. Na família Sohma os membros amaldiçoados possuem um patriarca, que representa o Deus da história, e eles são incapazes de ir contra o que essa pessoa dita. É uma força que vai além de tudo.

A maldição é um segredo, algo que Tohru jamais poderia descobrir, então sua estadia naquela casa está com os dias contados. Tudo precisa ser relatado ao patriarca. Mas… qual a surpresa quando este permite que a garota continue lá? Ela não seria a única. As ordens são explícitas: Kyo, mesmo contra sua vontade, também teria que viver sob o mesmo teto que eles.

O que o patriarca pretende com tudo isso?

Tudo o que coloquei até agora pode parecer um baita de um spoiler, mas é apenas a primeira parte do volume 1. Considerando que Fruits Basket é composto por 23 volumes, acreditem, não coloquei nada além do necessário nos parágrafos anteriores hahahaha

Enquanto Sakura é meu anime preferido, Fruits Basket é o mangá que eu mais gosto NA VIDA. Temos aqui uma história extremamente delicada que nos arranca risadas e uma verdadeira enxurrada de lágrimas a cada volume. Nós nos emocionamos demais com a vivência de cada personagem e todos, absolutamente todos, tem sua própria trama — suas alegrias, seus traumas, seus medos e seus desejos. E vou contar pra vocês, pessoal, o que não falta em Furuba (apelido carinhoso que o mangá ganhou hahaha) são personagens.

Não é aquele tipo de mangá que se limita às personagens principais, muito menos que fica única e exclusivamente em um triângulo amoroso (coisa que acontece bastante no shoujo). O amor transborda em Fruits Basket, mas ele vem em suas diversas formas. É o amor que Tohru sente pela mãe, o amor que as amigas sentem por Tohru, o amor que vai nascendo entre as amizades que começam a ser construídas (e aqui me refiro ao sentimento fraterno, e não ao amor-romântico). Encontramos também uma família completamente quebrada que tenta se livrar de uma relação abusiva, mas ao mesmo tempo é presa a uma força que nem mesmo eles são capazes de explicar.

Fruits Basket também ganhou sua versão em anime, com 26 episódios. Não recomendo. Até onde me lembro não são todas as personagens que aparecem e todas, absolutamente todas, tem seu grau de importância na história. Também fiquei sabendo que Natsuki Takaya criou Fruits Basket Another em 2015, que se desenrola no mesmo colégio onde Tohru, Yuki e Kyo estudavam, mas com outras personagens. Quase dois anos se passaram e ainda não tive a oportunidade de ler, porém a vontade tá aqui até hoje.

Obrigada JBC por ter trazido Fruits Basket para o Brasil ❤

O próximo post aqui do PD,N! vai ao ar dia 04/04, com o Mês a Mês de abril (o desafio que esqueço sempre, mas que já lembrei dessa vez, UHUL!). Ah, e na próxima semana teremos mais resenha literária também! Espero vocês aqui no meu cantinho ❤

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