Minha coleção de Card Captors Sakura (CCS)

Em 13.03.2017   Arquivado em Indicações, Livros

Os animes (desenhos japoneses) entraram na minha vida quando era pititica (uns 5 anos no máximo) e um dos primeiros que assisti foi Card Captors Sakura (ou, como é conhecido aqui no Brasil, Sakura Card Captors). Sakura Kinomoto é uma menina de 10 anos que mora com o pai e o irmão mais velho. A história começa quando Sakura liberta uma série de cartas mágicas que eram guardadas por Kérberos (Kero!) e cabe à ela a missão de procurar e trancar todas as cartas novamente, para impedir que o mundo sofra um grande mal.

Sakura se tornou meu anime favorito quase que instantaneamente e ocupa o mesmo lugar até hoje, 17 anos depois. Quem trouxe o mangá para o Brasil foi a editora JBC, no começo dos anos 2000. Lembro quando viajava pra Campo Grande e via alguns volumes nas bancas de revista, mas naquela época nunca cheguei de comprar nenhum — meu contato com as personagens era apenas na TV. As coisas começaram a mudar em 2012! Dez anos depois de lançar o mangá no Brasil, a JBC resolveu relançar Card Captors Sakura em uma nova edição!


Comecei minha coleção com os mangás de capa rosa. Foram 12 volumes ao todo, cada um custando R$ 14,90. O preço é justo! No início eu achava que não, sabe? “Como assim, na minha época mangá custava 9,90 e a edição antiga de Sakura era 2,90!!!”. Só que existem muitas diferenças entre o relançamento e a coleção anterior. O mangá é maior (no tamanho mesmo, altura e largura), a capa é feita com um material mais resistente e as primeiras páginas de todos vinham com ilustrações coloridas, conforme vocês podem conferir na foto abaixo:

Mas colecionador é um bichinho chato hahaha Já estava muito contente em ter meus 12 volumes da edição especial, só que um cantinho do meu coração ainda desejava aqueeeelas edições que foram lançadas entre os anos de 2001-2002. Aproveitei para comprar os volumes 2 e 3 na Leitura, quando dei a sorte de encontrá-los por lá, não lembro o ano. Lembro apenas que fiquei só com eles por um boooom tempo, até conhecer a Amora Book Store, uma loja especializada em quadrinhos situada em Joinville (SC).

O estoque da Amora é sensacional. Graças a ela consegui comprar todos os outros volumes que faltavam (eram muitos!), exceto o primeiro. Mundo dos mangás tem essa, minha gente, alguns volumes se tornam “lenda”. Difíiiiicil de achar! Mas Amanda (a responsável pela Amora) me garantiu, em outubro de 2015, que me avisaria assim que o #1 chegasse até ela. 2015 acabou, 2016 passou também e sei nem como descrever como me senti quando ela entrou em contato comigo no dia 01 de fevereiro de 2017 com a notícia maravilhosa de que ele finalmente tinha chegado. MINHA COLEÇÃO ESTAVA COMPLETA AAAAAAAAAAAAAAA!!



Sem palavras para descrever o atendimento da Amanda. Além de ser muito fofa e querida, a moça também mandava fotos dos mangás antes de enviá-los, mostrando todos os detalhes do produto. Outro ponto: que linda ela ter lembrado do quanto eu queria completar minha coleção, e entrou em contato mais de 1 ano depois da nossa última conversa! Amanda, menina, muito obrigada ❤ Se você compra mangás, super recomendo a Amora Book Store!

Comecei a colecionar os mangás de Sakura em 2012 e consegui completar, finalmente, em 2017. Cinco anos!! O que aprendi com essa saga toda? Uma hora as coisas acontecem, sim hahaha

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Fahrenheit 451 (Ray Bradbury)

Em 10.03.2017   Arquivado em Livros

Quando uma profissão que supostamente deveria salvar vidas, destrói culturas inteiras. Quando pensar é uma ameaça e a literatura é o grande inimigo de uma nação. Essa é a premissa do clássico distópico, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury.

Na obra, Guy Montag é um bombeiro como qualquer outro: ao invés de apagar incêndios, provocam. Basicamente, o trabalho de um bombeiro é atear fogo em construções que contenham resquícios de livros. De vez em quando, pessoas ficam no caminho e tornam-se cinzas com seus papéis.

Numa sociedade onde é preto no branco, todas as pessoas são iguais. Cidadãos que moram em casas padronizadas, assistem programas de drama que são os únicos disponibilizados pelo governo, interagem uns com os outros por meio do mundo virtual e preocupam-se com coisas triviais. O contato físico com alguém que não seja membro de seu casamento é terminantemente proibido. Não existem laços nos robôs feitos para mão-de-obra.

Publicado na década de 50, o livro retrata o que, na época, parecia ser o futuro. O ano de 1990 nunca foi mais sombrio. Personagens superficiais como a esposa de Guy, Mildred, transformam sua vida em mediocridade. A rotina de Guy Montag é precisa: acordar, ir para o trabalho, queimar casas e livros, retornar para sua moradia e repetir. Mildred está constantemente presa a gigante tela de televisão e fofocando com o que chama de “Família” por meio dela.

“A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias e as línguas são abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas, e, por fim, quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é o que conta, o prazer está por toda parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?” (p. 85)

Num dia aparentemente normal, uma nova família muda-se para a vizinhança de Guy. Ao sair do trabalho, em seu caminho usual para casa, o encontro com Clarisse McClellan é inevitável. A jovem fala sobre filosofia, liberdade e vontade de desbravar outros mundos. Para Guy, um cidadão comum, isso é inaceitável e impossível. Como assim pensar por si próprio e ter imaginação? Não, não, o governo queima pessoas assim. Após essa noite, o bombeiro pega a si mesmo curioso para ver essa outra versão do mundo.

Durante um dia de trabalho corriqueiro, os bombeiros recebem um chamado de uma senhora que fora vista com um livro. A verdade é que são muitos escondidos e abarrotados num cômodo só. Convidada para se retirar, a senhora decide ser queimada juntamente com seus preciosos livros. É aí que Guy começa a furtá-los e esconder dentro de sua casa. Algo que poderia custar sua vida.

Desde então, sua vida toma um rumo inesperado: Guy se demite do emprego e ganha a coragem necessária para procurar as pessoas que são contra o regime do governo atual.

“Entende agora porque os livros são odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. Estamos vivendo num tempo em que as flores tentam viver de flores, e não com a boa chuva e o húmus preto.” (p. 121)

O livro é divido em três partes. A primeira é sobre o despertar da consciência de Guy. A segunda mostra Guy tentando lidar com a vida dupla e aceitar sua nova condição. A terceira é sobre o enfrentamento da sociedade atual e a busca por uma solução. Para que os livros não se percam com as chamas.

O título da obra é uma referência a temperatura ideal para que o papel, tanto das capas quanto das páginas, torne-se cinzas em poucos minutos. Fahrenheit 451 é uma crítica a sociedade alienada e como ela de fato seria caso não existisse a literatura. Mais do que para entreter, é um livro feito de reflexões.

***

A resenha de Fahrenheit 451 foi escrita pela Carolina Rodriguez, minha amiga maravilhosa ❤ Muito obrigada, Pupu, por ter aceitado o convite de escrever pro meu cantinho! Já as fotos foram tiradas pela Mendi, que também tem toda a minha gratidão!

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