Autoras que marcaram a minha vida!

Em 08.03.2017   Arquivado em Livros

O campo da literatura não é dos mais fáceis para as mulheres. Vamos voltar para o fim do século XX, 1995. Johanne Kathleen Rowling terminava de escrever Harry Potter e a Pedra Filosofal, um livro que, hoje sabemos bem, conquistou sucesso e reconhecimento mundial mas que, na época, foi recusado por 12 editoras. Um ano depois notícias boas começaram a chegar para Rowling, e mesmo elas vieram com um conselho: a omissão dos dois primeiros nomes. Motivo? O público masculino provavelmente não iria se interessar pelo fato de ter sido escrito por uma mulher.

Com a história de J.K. em mente, parei para analisar nossa Academia Brasileira de Letras. Desde 1897 mais de 280 pessoas ocuparam uma das 40 cadeiras e a primeira mulher a se tornar imortal foi Raquel de Queiroz, em 1977. Desde então a Academia recebeu mais sete mulheres (Ana Maria Machado, Dinah Silveira de Queiroz, Cleonice Berardinelli, Rosiska Darcy de Oliveira, Lygia Fagundes Telles, Zélia Gattai e Nélida Piñon), e dentre elas, duas já faleceram. Até o momento foram 8 mulheres entre 272 homens em mais de 118 anos de história!!

É aí que eu paro e penso: as autoras precisam ser mais reconhecidas. Por isso hoje, 8 de março, vim listar as autoras que marcaram nome em meu coração.

Vamos começar por alguém que já citei lá em cima? J.K. Rowling é a mulher que escreveu minha saga preferida. Harry Potter me marcou de mil e uma formas e eu vou ser eternamente grata a essa autora. Aqui não estou falando apenas da história de Harry, Ron e Hermione. Estou falando de todas as influências que a minha vida sofreu por conta desses sete livros. Graças a J.K. eu pude conhecer pessoas incríveis (as melhores, eu diria) e também comecei a escrever em um universo 100% embasado no worldbuilding (mundo imaginário) criado por ela.

Meu gosto pela leitura começou com Meg Cabot. Era 2005 e minha amiga me emprestou A Princesa sob os Refletores. Eu nunca tinha pegado um livro que não fosse aqueles impostos pela escola, então o segundo livro d’O Diário da Princesa foi um divisor de águas pra mim. Meg fez parte de boa parte da minha infância e adolescência. Além de Mia, também pude conhecer Suzannah e outras protagonistas bem humoradas!

E se é pra falar em autoras que despertaram meu gosto pela leitura, vamos agora com Thalita Rebouças. Ela e Meg apareceram quase que na mesma época. Enquanto uma amiga me emprestava Meg, a outra comprava Tudo Por Um Popstar, a história de 3 amigas que faziam de tudo pra assistir (e ir pra aeroporto, hotel, etc) o show da banda que elas gostavam. Aquilo tinha tudo a ver com o período que eu e minhas amigas estávamos passando (as doidas que só queriam ir ao show do Simple Plan) e eu fiquei absolutamente encantada de ler uma história como aquela, algo que não era uma fanfic mas livro, livro de verdade!!! O amor por Thalita foi instantâneo.

Suzanne Collins. Essa mulher me deixou no chão com a trilogia Jogos Vorazes. A construção das personagens dela me faz perder o ar e a narração em primeira pessoa de Katniss é algo que sempre me inspira a escrever. Todas as vezes que não consigo deixar minha escrita fluir, recorro aos livros de Collins e é incrível como a narrativa da autora me ajuda.

Jenny Han é a que entrou mais recentemente na minha vida. Conheci o trabalho da autora no ano passado (2016) com Para todos os garotos que já amei e foi amor à primeira lida. Foi um período em que eu não estava conseguindo ler nem um livro inteiro, sabe? Então esse exemplar da foto veio pra me tirar do buraco! A escrita de Jenny é muito gostosa e fluída, e embora os livros foquem bastante na trama principal, nota-se que tem muito mais acontecendo ao redor dos protagonistas. Tô aqui louca pra ler Para sempre Lara Jean.

Hoje são esses os nomes que vou deixar com vocês. Finalizo o post reforçando: as autoras merecem mais reconhecimento no mercado literário!

Mas e aí, quais são as suas autoras preferidas? Deixa aí nos comentários as suas #mulheresparaler 

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Soppy (Philippa Rice)

Em 03.03.2017   Arquivado em Livros

Soppy é uma onda de energias positivas. Vi a HQ de capa vermelha e desenhos fofos em uma das idas à Leparole e tive a oportunidade de ler com mais calma quando a Dora comprou — imediatamente me deu uma vontade assombrosa de ter um exemplar pra chamar de meu, ou, mais fácil, casualmente colocar o de Dora dentro da bolsa e sair correndo. Isso aconteceu porque estamos falando de desenhos onde o amor transborda nos pequenos detalhes.

Soppy é uma HQ pequenininha composta por tirinhas, todas desenhadas por Philippa Rice. Antes de transformar seu trabalho em história em quadrinhos, Philippa é uma designer britânica e se inspirou nos momentos que tem com o namorado para desenhar o conteúdo que resultou em Soppy. Por esse motivo esse montinho de folhas recheadas de ternura é descrito como “os pequenos detalhes do amor”.


Eu me derretia a cada página folheada. Vemos aqui instantes dos dois em situações muito simples, como dormindo juntos no sofá ou decidindo o que vão jantar à noite, mas é tudo tão fofo (sem ser meloso) que o coração só ficava cada vez mais quentinho. Uma das minhas partes preferidas (não dá pra escolher só uma, é sério) é quando ele está trabalhando no escritório e ela pede pra entrar, e simplesmente fica ali deitadinha lendo. O fato de estar perto da pessoa amada é mais do que suficiente, não precisa grude ou conversas pra ser um bom momento entre os dois.


Soppy é uma HQ que muito provavelmente vai deixar seu dia mais doce e leve. Recomendo!

Páginas: 112 | Editora: Fábrica 231

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