Conversando sobre adoção e a chegada do gato Lupin

Em 03.10.2017   Arquivado em Lembranças

Mês das crianças chegou. Bora abrir a série de posts desse período com o mais novo caçulinha da casa!

A chegada desse pretinho da foto foi uma das grandes surpresas que 2017 trouxe. Lupin veio ao mundo no início de setembro (e você pode saber mais sobre o nascimento dele clicando aqui) e desde que vi essa coisinha que na época tinha cara de tudo, menos de gato, quis que ele fosse meu.

Antes de tudo é preciso dizer que adoção é coisa séria. Acredito que todas as pessoas que amam animais sentem vontade de recolher todos os que encontram pela frente, mas infelizmente isso não é possível. Sentir vontade e amar é diferente de ter condições de dar todos os cuidados que um bichinho exige. Tendo todas essas coisas em mente, refletimos um bocado antes de bater o martelo e decidir dar um irmãozinho para a Nana, a Kisa e a Mimi.

Ele ainda não veio pra casa, não permanentemente. Momo (a mãe dele) continua amamentando e tá super apegada em cada filhotinho, então Lupin permanece na casa da vizinha com os irmãozinhos. À tarde nós trazemos ele pra cá. Meu sinalzinho de sorte já passeou pela casa toda, pula da cama, morde nossas mãos e nossos pés e faz essa carinha fofa das fotos o tempo inteiro. Tá se habituando. A parte complicada (ai gente, põe complicada nisso) tá sendo a aceitação das três meninas da casa.

Kisa é a mais tranquila. Rodeia, fica com os olhinhos arregalados e carregados de curiosidade sobre essa coisinha preta que mais parece um filhote de morcego, dá uma cheirada e sai correndo. Mimi faz cara feia e vira o Usaing Bolt na hora de correr de Lupin. Agora a Nana? Pai amado. Eu tenho é medo de deixar esses dois juntos e soltos, então só rola interação quando um deles tá no meu colo (geralmente a Nana). A pintadinha é difícil demais. Quase uma onça, ela praticamente ruge pra esse pingo de gato, como se ele fosse um monstro super ameaçador — enquanto Lupin só olha pra ela com essa carinha de ‘calma, moça’. Acho que eu ia rir se não fosse trágico e preocupante hahahah

Nana também foi agressiva quando Kisa chegou, mas na época elas tinham o mesmo tamanho e depois de dois dias já era amor pra vida toda. Não foi muito diferente com Mimi. São todas da mesma época, então se rolasse quebra pau, todo mundo ia apanhar e bater meio que na mesma medida (enquanto alguém da casa não aparecesse pra apartar). A questão agora é que ela é quatro vezes maior que Lupin e eu tô com medo de acontecer uma tragédia se não estivermos perto sos

Bem, agora vocês sabem que a família aumentou e que estou precisando de dicas pras mais velhas aceitarem o caçula!! Todas as sugestões são bem-vindas ❤

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Vamos adotar os filhotinhos da Momo?

Em 01.09.2017   Arquivado em Lembranças

Quatro gatinhos vieram ao mundo no dia 31 de agosto, quinta-feira.

Ela vivia na rua quando apareceu no condomínio onde moro. Toda noite escutávamos um miadinho fino, alto e agudo, um som que beirava o desespero. Quando saíamos pra ver o que estava acontecendo, não encontrávamos gato nenhum. Até que um dia ela resolveu dar as caras. Inicialmente ficava só em cima do muro, descia apenas quando colocávamos ração em um potinho e, meu Deus, eu nunca vou esquecer da primeira vez que vi essa peludinha comendo. Ela não respirava. Engolia os grãos quase sem mastigar direito como se a vida dependesse disso, e esse não era o único sinal de que tava sofrendo de fome. As costelas se destacavam naquele corpinho pequeno e magrelo.

As visitas da gatinha passaram a ser frequentes e então ela ganhou nome: Momo. Quando viu que estava segura com a gente, se mostrou dócil, fácil de pegar no colo e sim, extremamente carinhosa, aquela que se apoia em você e dorme por horas a fio. Mas Nana, Kisa e Mimi (as minhas gatas) não aprovavam a presença da recém chegada. A própria Momo sentia que não era bem-vinda entre as outras três. Quando não estava na cama sob a proteção da minha mãe, ficava encolhida em um canto da cozinha com medo de apanhar.

Infelizmente Momo não se adaptou à nossa casa, mas o condomínio onde estamos conta com outras residências e as moradoras de uma delas acolheram a siamesa. Até ontem, 31 de agosto, Momo era a única gata lá. Hoje, contando com ela, são cinco gatinhos.


Momo ficou barrigudinha. As coisas aconteceram tão rápido que eu sequer a vi grávida — hoje só escutei os gritos das vizinhas que vieram bater aqui em casa desesperadas, porque elas não estavam entendendo o que tava acontecendo com a gata. A nossa siamesa tava em trabalho de parto, afinal ❤ Esse das fotos acima foi o primeiro nenê! Já chegou esfomeado, como podem ver. Enquanto os outros (que vocês vão ver já já!) pareciam mais perdidos do que cego em tiroteio titubeando dentro da caixa de papelão, o cinza fazia o possível pra não parar de mamar (será virginiano com ascendente em touro?! hahahah)


Na sequência: dois branquinhos em uma tacada só ❤ É incrível como eles parecem muitas coisas quando acabam de sair da barriga, e “gato” não é uma delas. Ainda assim, achei a coisa mais linda do mundo *-* Foi emocionante ver esses bichinhos saindo de dentro da mamãe deles (será que chorei?).


Aí foi a vez do meu sinal de sorte chegar *-* Toda a vida desejei ter uma gatinha preta. Quando minha mãe comentou que a Momo tava esperando bebê, voltei a tocar na tecla da gata preta e que se um dos filhotinhos fosse, seria meu. Só que nos achávamos que a possibilidade disso acontecer era quase inexistente! Momo é siamesa e o gato que provavelmente é o pai, um que fica rondando o condomínio direto, é vira-lata, meio rajado. Quais as chances de vir um todo preto? Pois veio. Foi o último a chegar, a rapinha do tacho ❤

Momo foi maravilhosa! Tudo aconteceu de forma bem tranquila, cerca de 15 minutos separando a chegada de um e outro (exceto dos branquinhos, que vieram juntos). Eu acho incrível como instinto é uma coisa poderosa e eles simplesmente sabem o que fazer em situações que nunca viveram antes. Tá sendo lindo ver como ela cuida dos quatro ❤

Por enquanto não sabemos quem é fêmea e quem é macho, e eles não podem ser levados pra outro lugar até segunda ordem (precisam receber muitos cuidados dessa mamãe fofa antes de ganharem uma nova casinha), mas se alguém daqui de Campo Grande (MS) já tiver interesse em chamar um desses peludinhos de seu, é só comentar e a gente conversa!

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